Contraste
25 01 2010Ganha uma estrelinha quem falar qual dos dois lados é mais legal…
Foto do álbum Imagem do Dia, do UOL.
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Tags: meio de transporte
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Ainda tem lugares que não gostam de bicicletas.
22 01 2010Este é um post reclamão.
Hoje, sexta feira, foi dia de ir até o WTC pegar o kit do biketour. Sim, consegui me inscrever depois de uma virada do ano nerd, na frente do computador. Espero que a nerdice tenha valido a pena pela bike, já que minha fiel companheira tá velhinha e meu emprego ainda não me dá chances de comprar a bicicleta dos meus sonhos…aiai
Mas isso não importa. O que importa é que pra um evento de bicicleta, escolheram um lugar nada amigável com bicicletas.
O WTC, que fica do lado da Berrini, a avenida dos helicópteros, do lado do estilingão, a ponte que não pode bicicletas, do lado da marginal, a rodovia que atravessa SP e permite atrocidades do tipo andar a 90Km por hora, foi ridiculamente contra estacionar bicicletas em qualquer lugar. Nao podia nem ficar encostado na parede do lado de fora, segurando a bicicleta, pra esperar a outra pessoa retirar a porcaria do kit.
Simpáticos (foi irônico) seguranças nos intimando, querendo empurrar pra lugares onde os riquinhos chefinhos de empresas não veriam nenhuma bicicleta, afinal, “móveículodepobre”, né?
Ahé, poderíamos deixar as bicicletas no bicicletário do lugar, mas para isso teríamos que pagar. Quem administra o estacionamento do lugar é a simpática (irônico de novo) empresa Estapar, a mesma que no dia mundial sem carro fez a gentileza (notícia de 2007, mas li a mesma coisa no ano passado) de deixar as bicicletas estacionarem de graça em qualquer estacionamento da rede. Uau, obrigada.
Funcionários da Estapar nos avisaram que era pago, e por isso desistimos de deixar no bicicletário e tentamos arriscar a ficar do lado de fora do prédio (não era pelo valor, sim pelo ideal). Os simpáticos seguranças insistiram que não poderíamos deixar do lado de fora e que tínhamos que colocar no bicicletário, mas nenhum deles sabia se tinha que pagar ou não. Depois de ignorar os seguranças, o Nelas aproveitou pra entrar no prédio (e eu fiquei do lado de fora segurando as bikes, com cara de má – extremamente má, é isso que a fome faz comigo). Voltou dizendo que tinha conversado com alguém do setor de informações do prédio, que ligou para a administração central, e que o estacionamento de bicicletas não era pago.
Fomos então procurar o tal bicicletário. Que de bicicletário não tinha absolutamente nada, tivemos que entuchar as bicicletas no meio do estacionamento das motos. Oras, cobrar pra camuflar as bicicletas lá no finalzinho, grudadas na grade?!? Façam-me o favor.
Detalhe, na hora de ir embora fomos cobrados por amarrar, de um jeito tosco, as bicicletas na grade do muquifo das motos. É, palhaçada. Ainda bem que uma reclamação com a mesma mulher que havia nos informado que não teríamos que pagar devolveu nosso dinheiro de volta. E outro detalhe, essa mesma moça disse que tinham começado a cobrar o estacionamento das bikes com o evento do biketour…Hummm, tá.
Pra piorar tudo, ainda tem que contar com uma espera de quase 3 horas pra pegar o kit. Quase 3 horas pra pegar uma camiseta e um cartãozinho pra pegar a bicicleta só na hora do passeio. E ainda tem que aguentar uma tartaruga verde com capacete laranja passeando pela sala do evento, fazendo festinha. E veio me falar oi. Aiquevontadedepularemcimaearrancaracabeçadela…
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Sobre quando eu fui pra praia de bike
8 01 2010Na verdade o título deste post tem que ser “Sobre quando eu, e mais 900 ciclistas, fomos pra praia de bike”.
No úlitmo sábado, dia 19.12, aconteceu o evento teste da Rota Cicloturística Márcia Prado. Num grupinho de 4 amigos mais outros 896 novos amigos, fomos de São Paulo à Santos pedalando. “Vocês são loucos”, disse minha mãe (e muitas outras) quando soube da empreitada – ainda bem que somos loucos, porque valeu cada pedalada, esbaforida, tombo, subida, e afins!
A primeira novela foi comprar apetrechos pra manutenção das bikes e preparar os lanchinhos, e depois, fazer caber tudo na mochila. Mas coube.
No dia seguinte, um dia lindo e ensolarado, tive sérios problemas para carregar a bike escada acima e abaixo nas estações de trem, também; nas horas mais críticas troquei as bikes e carreguei a do Pavão. Afinal eu sou menina e menina pode dar a desculpa que é fracote.
No Grajaú estava chuviscando e, já montando na bike pra sair, uma moça veio nos avisar que estava chovendo pra caramba no parque e que provavelmente não iríamos conseguir descer, mas se quiséssemos poderíamos ir até a interligação e voltar. Bom, pra quem já tinha feito lanche, entuchado a mochila com porcarias (menina de novo, que coloca praticamente a casa inteira dentro da bolsa/mochila), se besuntado com protetor solar e chegado até o Grajaú, a única opção era arriscar a fazer o caminho. Como fizeram os outros 896.
Um adendo: a periferia é um caos pra andar de bike – e talvez com qualquer outro veículo. É um “cada um por si, se vira aí mano”.
No fim da muvuca, fomos entrando na zona rural de São Paulo. E na zona rural dá até pra respirar. Por uma estradinha simpática cruzamos com muitos ciclistas até chegar à primeira balsa. A estradinha continuava passando por mais umas casas e chegava em outra balsa. As duas balsas nunca devem ter visto tanta bicicleta.

Do outro lado já era terra e pedras, que deixou o caminho um pouco mais complicado, especialmente as subidas. E eram muitas subidas. E subidas que mudaram meu conceito do que é uma subida. Sem vergonha nenhuma de descer da bike e empurrar.
No meio de muita lama, reflexo da mega chuva que devia ter caído há pouco tempo, um cachorro assassino me derrubou da bike (mentira, mas foi quase isso) mas como eu nem me sujei acho que não valeu como um tombo.
Depois de lama, terra e pedra, lama e mais terra e pedra, outro lamaçal pra subir o morrinho pra chegar no acostamento da Imigrantes. Num mega telefone-sem-fio as bicicletas foram sendo transportadas pra cima. E caramba, é incrível como é gostoso pedalar na estrada! O asfalto bom faz as pedaladas fluírem que é uma beleza…só dá medo dos caminhões que passam a milhão nas faixas do lado.
*O quê? Proibido bicicletas? Oooops…
Antes da entrada do parque, em cima de uma ponte, uma surpresa: um vale gigantesco (que dava até medo olhar pra baixo) com uma vista maravilhosa; o tempo meio fechado de chuva ajudou ainda mais a deixar o ambiente lindo – é, eu gosto de mato e chuva.
Entrada do parque! Finalmente a hora de comer! Apesar da fome ter aparecido lá na primeira balsa…
O caminho por dentro do parque não dá nem pra descrever. É lindo. Um cenário surreal de mata atlântica com pontes imensas e nuvens-neblina pelo meio. Sempre me pego imaginando como que a natureza vai tomar conta dessas coisas depois que nós formos extintos…


As 12 horas de aventura foram inesquecíveis. Até os pequenos atrapalhos no caminho valeram a pena: a cestinha infelizmente deu seu último suspiro; a corrente do Pavão quebrou mas o Pão, com seu cinto de utilidades ACME, deu um jeitinho; a fome que dava mau humor e, claro, a dor de pedalar logo depois de chegar em casa…meus músculos não esperaram nem eu dormir pra começar a doer.
Fica aqui o mega agradecimento à organização do evento, que já foi muito bem escrito pelo André Pasqualini (e claro, ao próprio), e aos outros 896 ciclistas que divertiram o caminho e que estavam sempre dispostos a ajudar!
Pra ver/saber mais:
Tem mais fotos minhas no flíquêr. Leia também a descida dos 900, veja o vídeo que a Renata Falzoni fez pelo caminho, olhe as fotos do William Cruz, procure outros relatos/fotos na internet. Com certeza deve dar pra achar boa parte desses 900 guerreiros contando a história de quando cada um deles desceu pra praia de bike…
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Tags: cicloturismo
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Menos um carro em Portugal
23 12 2009Imagine só se deparar com um ônibus desse por aí?
Pois é, la na terrinha dos patrícios, o projeto Menos um Carro estimula as pessoas a repensarem o modo de locomoção pela cidade, especialmente a necessidade de usar o carro particular para andar por aí.
De criação da empresa de transporte coletivo de Lisboa, a Carris, a idéia é articular esforços no sentido de alertar e sensibilizar para a urgência na mudança de comportamento e, perceber, assim, “os reais benefícios em optar por uma mobilidade mais sustentável, quer seja do ponto de vista ambiental, do social, como do económico”.
No site ainda é possível descobrir o seu Índice de Mobilidade Sustentável (IMS), que define o grau de sustentabilidade do comportamento de cada pessoa, que pode realizar o teste diversas vezes e acompanhar sua própria evolução (ou INvolução, vai saber). Maaas, infelizmente só quem mora em Lisboa pode fazer o teste…
Um dia a gente ainda chega nessa onda!
Agradecimentos especiais à minha irmã Fê, que lembrou de mim e tirou as fotos!
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Tags: meio de transporte, sociedade, sustentabilidade
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Município Verde Azul, Sorocaba e bicicletas
1 12 2009
Hoje foi divulgado o ranking 2009 do Projeto Estratégico Município Verde Azul, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Este ranking classifica e premia os municípios do Estado de acordo com suas ações pró-ativas em relação ao meio ambiente; a lista completa pode ser vista aqui.
Este Projeto inovador tem como centro o compartilhamento da gestão ambiental do Estado com o municípios, tendo-os como grandes parceiros na descentralização, propagação e efetivação das políticas ambientais paulistas. Para aderir ao projeto, cada município tem que assinar um Protocolo de Intenções, “que propõe 10 Diretivas Ambientais que abordam questões ambientais prioritárias a serem desenvolvidas“; são elas: Esgoto Tratado, Lixo Mínimo, Recuperação da Mata Ciliar, Arborização Urbana, Educação Ambiental, Habitação Sustentável, Uso da Água, Poluição do Ar, Estrutura Ambiental e Conselho de Meio Ambiente.
Tá, mas o que isso tem a ver com Sorocaba? E com as bicicletas??
Sorocaba, que fica a uns 90Km da cidade de São Paulo e tem uns 600mil habitantes, tem um prefeito que decidiu estimular o uso de bikes e fornecer uma infraestrutura legal pra quem precisa/quer andar de bike. Pra se ter idéia, a cidade de São Paulo tem esse tamanhão todo e, de ciclovias, tem menos de 35Km, sendo que a maior parte desses fica dentro de parques – inúteis para transporte urbano. Para parecer mais piada ainda, se não fosse triste, os Planos Diretores de todas as subprefeituras de São Paulo previam a construção de quase 370 Km de ciclovias, sendo que 270 tinham que estar prontos até 2006. Sorocaba tem planos para construir quase 80Km de ciclovias, sendo que metade do proposto já está pronto e em uso, e ainda tem infraestrutura para acompanhar, como bicicletários nos terminais de ônibus.
É muito provavelmente por causa desta gestão, Sorocaba ganhou o prêmio de “Melhor Ciclovia” (que, infelizmente, não está detalhado no site da SMA). Parabéns a Sorocaba, ao prefeito e às ciclovias, que representam uma atitude corajosa num país onde os políticos “parecem” ser donos de concessionárias, empreiteiras, montadoras, distribuidoras de combustível….
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Tags: bicicletas, meio ambiente, sustentabilidade
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Bicicletas e psicodelias
19 11 2009Historinha do químico Alfred Hofmann que, sem querer, descobriu os efeitos do LSD…mais precisamente quando estava voltando pra casa de bike depois do trabalho.
Vídeo de Lorenzo Veracini, Nandini Nambiar e Marco Avoleta. Vi no stop-motion.
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Tags: bicicletas, diversão
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Evolua
29 10 2009
Desenho do Andy Singer
Liberte-se!
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Grite comigo! Ahhhhhh!
26 10 2009Uma fofura de menininha em transe andando de bicicleta!
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Tags: diversão
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Novos paradigmas para a habitação paulistana
22 10 2009A Prefeitura de São Paulo gosta tanto dos carros particulares que agora está investindo em um novo estilo de vida para os paulistanos: moradias dentro de carros.
A fase de testes teve início nesta segunda feira, dia 19/10, com a interdição de faixas de 3 pontes da Marginal Tietê. A previsão de aumento no índice de congestionamento, ou as famosas filas, é de 40%. Já para os pobre usuários do incrível sistema de transporte público, o tempo de viagem vai aumentar em 50%, além de terem que trocar de ônibus, saindo de um lotado (isso se conseguirem sair) e sair andando pelo meio das obras correndo o risco de cair dentro de um buraco e quebrar o queixo pra pegar outro ônibus – também lotado (se conseguirem entrar) - do outro lado. De acordo com um usuário de ônibus, os governantes “(…)vão punir os passageiros para não atrapalhar os usuários de carros”.
Mal sabe ele que não é punição. É apenas um estímulo para estes cidadãos comprarem um carro pra chegarem mais rápido ao destino e com mais conforto e segurança. E, como bem disse o professor da USP Orlando Strambi, ” É uma obra para automóveis.”.
Logo em seguida, virá o reajuste no valor do IPTU (o imposto que quem mora em casas e prédios tem que pagar) que, em algumas regiões da cidade, pode chegar a aumentar mais de 300%. É apenas um projeto ainda mas, se tudo der certo, será aprovado no final do ano que vem, prazo que casa perfeitamente com a finalização das obras de construção de novas pistas na marginal, abrindo mais espaço para as novas moradias.
Como uma boa política pública sempre necessita estar estruturada sobre bases sólidas, o governo do Estado ainda decidiu por reduzir o IPVA (aquele imposto que quem tem carro paga uma vez por ano) em 10-15% já no ano que vem.
E claro, tudo isso está em total sintonia com o governo federal que, através de uma política visionária à frente de seu tempo, reduziu o IPI sobre carros por praticamente um ano, facilitando a compra de veículos particulares a preços e parcelas módicas, resultando num ano recorde nas vendas de carros e numa frota de aproximadamente 6,5 milhões de carros.
PS. “Aproveite seu carro novo!”
Se tudo correr de vento em popa, esse é o futuro (bem próximo):
(Figura escaneada do livro CARtonns, desse cara aqui!)
E se tudo correr como o planejado pelo nosso querido governo, nós, ciclistas e pedestres, seremos como essa aí em baixo:

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Tags: carros, sociedade
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